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Na atualidade, a empatia foi elevada ao status de virtude suprema, uma espécie de passe livre moral que absolve o sujeito de suas falhas éticas contanto que ele demonstre 'sentir' a dor do próximo. Contudo, sob a superfície dessa benevolência universal, opera um mecanismo muito mais sómbrio e autoritário. O que vendemos hoje como sensibilidade aguda é, frequentemente, uma manobra desesperada do ego para exercer controle sobre o afeto alheio, transformando o sofrimento do outro em um palco para a validação da própria santidade. Precisamos questionar: quando dizemos que sentimos a dor de alguém, estamos realmente olhando para esse alguém ou apenas ajustando o brilho do nosso próprio reflexo?

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Psicanálise

Na atualidade, a empatia foi elevada ao status de virtude suprema, uma espécie de passe livre moral que absolve o sujeito de suas falhas éticas contanto que ele demonstre 'sentir' a dor do próximo. Contudo, sob a superfície dessa benevolência universal, opera um mecanismo muito mais sómbrio e autoritário. O que vendemos hoje como sensibilidade aguda é, frequentemente, uma manobra desesperada do ego para exercer controle sobre o afeto alheio, transformando o sofrimento do outro em um palco para a validação da própria santidade. Precisamos questionar: quando dizemos que sentimos a dor de alguém, estamos realmente olhando para esse alguém ou apenas ajustando o brilho do nosso próprio reflexo?

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